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Prefeitura de Sorriso propõe reajuste salarial, mas sindicato rejeita e negociação continua
Proposta do Executivo prevê reposição salarial acima da inflação oficial medida pelo IPCA, segundo a Prefeitura.
A Prefeitura de Sorriso apresentou, nesta segunda-feira (9), proposta de revisão salarial aos servidores públicos municipais. O Executivo ofereceu 5,5% de Revisão Geral Anual (RGA) para os servidores da classe geral. Para os professores, além desse índice, foi incluído acréscimo de 4,73%, referente a acordo firmado no ano passado.
Segundo a administração municipal, o percentual proposto fica acima da reposição aplicada pelo Governo de Mato Grosso, baseada no IPCA de 2025, que foi de 4,26%. Também foi colocado na mesa o reajuste do auxílio-alimentação, que passaria de R$ 600 para R$ 650.
De acordo com o prefeito Alei Fernandes, os cálculos levaram em consideração o impacto direto na folha de pagamento e a capacidade financeira do município. A gestão argumenta que a medida busca conciliar a valorização do funcionalismo com a responsabilidade fiscal e a manutenção dos serviços públicos.
A proposta foi apresentada durante reunião no Centro Municipal de Formação para os Profissionais da Educação (Cemfor) ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Sorriso (Sinsems). A entidade, no entanto, não aceitou a oferta. O sindicato reivindica 9% de RGA e aumento do auxílio-alimentação para R$ 810.
O secretário de Administração, Bruno Delgado, informou que a equipe técnica fará nova análise dos números e não descartou uma nova rodada de negociação nos próximos dias. A prefeitura reforça que o objetivo é chegar a um acordo sem comprometer o equilíbrio financeiro do município.
Com a rejeição inicial, as tratativas seguem abertas e devem definir nas próximas semanas qual será o reajuste aplicado ao funcionalismo em 2026.