Justiça nega sigilo em caso de jovem morta em Tapurah e mantém prisão de suspeitos
Justiça nega sigilo em caso de jovem morta em Tapurah e mantém prisão de suspeitos
O pedido partiu da defesa de Alair Ferreira de Lima, de 75 anos, mas foi rejeitado pelo juiz Jean Paulo Leão Rufino.
A Justiça de Mato Grosso decidiu manter a transparência no processo que apura a morte de Julia Vitória do Prado da Silva, de 20 anos, ao negar o pedido de segredo de justiça feito pela defesa de um dos investigados. A decisão foi tomada neste domingo (12), durante audiência de custódia realizada no Plantão da Comarca de Tapurah.
O pedido partiu da defesa de Alair Ferreira de Lima, de 75 anos, mas foi rejeitado pelo juiz Jean Paulo Leão Rufino. Na decisão, o magistrado destacou que o caso não se enquadra nas hipóteses legais previstas para tramitação sob sigilo, conforme estabelece o artigo 189 do Código de Processo Civil.
Além de negar a restrição de acesso aos autos, o juiz também determinou a conversão da prisão em flagrante para preventiva de Alair. A mesma medida foi aplicada a Hedio Antonio Machado, de 66 anos, apontado como possível participante na tentativa de ocultação do corpo da vítima.
O Ministério Público se posicionou contra o segredo de justiça, sustentando que não há justificativa legal para limitar a publicidade do processo. A Promotoria também solicitou a manutenção da prisão dos investigados, argumento acolhido pelo magistrado.
Com a decisão, o caso segue em tramitação aberta, permitindo acompanhamento público enquanto a Polícia Civil avança nas investigações. A próxima etapa deve ser a conclusão do inquérito, que vai consolidar as provas e esclarecer a dinâmica do crime.