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Justiça mantém internado homem que matou tia em Sorriso e determina nova perícia sobre periculosidade
Decisão considera insuficiente a estabilidade apresentada durante tratamento hospitalar e condiciona eventual desinternação a uma nova avaliação da Politec
A Justiça de Mato Grosso decidiu manter internado Lumar Costa da Silva, autor do assassinato da própria tia, Maria Zélia da Silva, de 55 anos, ocorrido em Sorriso em 2019. A juíza Caroline Schneider Guanes Simões, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, também determinou a realização urgente de uma nova perícia para avaliar a periculosidade do paciente antes de qualquer eventual retorno ao tratamento em liberdade.
Lumar permanece no Centro Integrado de Atenção Psicossocial à Saúde Adauto Botelho, em Cuiabá. Conforme os autos, a equipe médica informou neste ano que ele se encontra cooperativo, sem sintomas psicóticos agudos e com relativa estabilidade clínica, chegando a apontar a possibilidade de nova desinternação. A Defensoria Pública defendeu a continuidade do tratamento fora da unidade, enquanto o Ministério Público se manifestou pela manutenção da internação.
Na decisão, entretanto, a magistrada ponderou que a condição apresentada dentro de um ambiente hospitalar, onde há acompanhamento permanente e controle de medicação, não seria suficiente para concluir que não exista risco fora da instituição. O processo também menciona diagnóstico de Transtorno de Personalidade Antissocial e aspectos comportamentais considerados relevantes para a avaliação judicial.
O caso ganhou repercussão em 2019 pela violência do crime. Maria Zélia foi morta dentro de uma residência no bairro Vila Bela, em Sorriso, e teve o coração retirado pelo sobrinho. Lumar confessou o assassinato na época. Ele chegou a ter a desinternação autorizada posteriormente, mas voltou ao Adauto Botelho em dezembro de 2025, após um episódio de violência doméstica envolvendo a ex-companheira. Agora, uma eventual saída dependerá da nova perícia e de outra análise da Justiça.