Oito anos de gestão: Câmara aprova contas de 2024 e consolida legado administrativo de Ari Lafin em Sorriso
Com votação dividida, vereadores validam último ano do mandato após parecer favorável do Tribunal de Contas de Mato Grosso
A Câmara Municipal de Sorriso aprovou as contas anuais de governo referentes ao exercício de 2024, último ano da gestão do ex-prefeito Ari Lafin e do vice-prefeito Gerson Bicego (In memoriam). A deliberação ocorreu após a emissão de parecer prévio favorável do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.
O parecer consta no Relatório nº 61/2025, relativo ao processo 8.4.963-22/2024, sob relatoria do conselheiro Valter Albano da Silva. A análise técnica apontou que o município cumpriu as exigências legais e constitucionais, incluindo os limites de despesa com pessoal, os investimentos mínimos em saúde e educação e a manutenção do equilíbrio fiscal e orçamentário. O documento também apresenta recomendações técnicas voltadas ao aperfeiçoamento da administração municipal.
Durante a sessão, vereadores favoráveis ressaltaram que o julgamento deveria se pautar por critérios técnicos. Entre eles, Diogo Kriguer, que foi líder de governo por dois anos na gestão Ari Lafin, afirmou ter acompanhado praticamente todo o período administrativo, participando dos avanços e das dificuldades naturais de um município em crescimento acelerado. Ele destacou o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e frisou que o TCE foi claro ao apontar ausência de dolo, sem indícios de má-fé, desvio de recursos ou enriquecimento ilícito, embora existam apontamentos passíveis de correção.
Outros parlamentares favoráveis lembraram números da administração, como a aplicação acima do mínimo constitucional em educação e saúde, além da consolidação de Sorriso entre as maiores economias de Mato Grosso. Também foi citado o impacto da quebra de safra em 2024 na arrecadação municipal, fator que influenciou o ritmo de algumas obras e investimentos.
Já os vereadores que votaram contra a aprovação apresentaram críticas relacionadas a áreas consideradas essenciais, como habitação, gestão de resíduos sólidos, políticas ambientais, causa animal e demandas sociais, defendendo maior efetividade das ações na ponta e correções estruturais.
O presidente do Legislativo, Rodrigo Matterazzi, explicou que o rito seguiu rigorosamente os critérios legais. Conforme a Constituição Federal e o Regimento Interno da Casa, a reprovação das contas exigiria o voto de dois terços dos vereadores, quórum que não foi alcançado.
Na votação, seis vereadores foram favoráveis à aprovação — Brendo Braga, Diogo Kriguer, Rodrigo Matterazzi, Toco Baggio, Emerson Farias e Wanderley Paulo. Cinco votos foram contrários — Silvana Perim, Jane Delaribera, Darci Gonsalves, Gringo do Barreiro e Adir Cunico. Com isso, as contas foram aprovadas.
Ao final da sessão, o vereador Brendo Braga relembrou que o resultado técnico e político também reflete a avaliação da população. Segundo ele, Ari Lafin encerrou a gestão com aprovação superior a 82%, conforme pesquisas divulgadas ao final do mandato, além de ter sido reeleito em pleito anterior com mais de 58% dos votos ainda no primeiro turno, e de ter feito o sucessor.
“O maior termômetro de uma gestão é a população. Ari concluiu seu mandato com mais de 82% de aprovação, foi reeleito com ampla maioria e ainda fez o sucessor. Isso mostra que, apesar das críticas e dos desafios, a maioria da população reconheceu o trabalho realizado em Sorriso”, afirmou o vereador.