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Acionamento indevido de sirenes na Usina de Colíder mobiliza moradores e reforça debate sobre comunicação de risco
O acionamento indevido de sirenes de emergência na Usina Hidrelétrica de Colíder, na manhã desta quinta-feira (23), provocou apreensão em comunidades do entorno do empreendimento e gerou intensa circulação de informações nas redes sociais. A situação, apesar do susto, foi rapidamente esclarecida pela concessionária responsável, que garantiu não haver qualquer risco à estrutura da barragem.
De acordo com a Axia Energia, duas sirenes foram ativadas de forma incorreta, sem que houvesse anomalia operacional ou ameaça à segurança da usina. Assim que o problema foi identificado, equipes técnicas foram enviadas ao local para orientar moradores e prestar esclarecimentos presenciais.
Com o alerta sonoro, algumas famílias deixaram suas residências seguindo os protocolos de segurança previstos para situações de emergência, deslocando-se para pontos considerados seguros. A empresa informou que a conduta dos moradores foi correta diante do aviso emitido e que todos estão sendo orientados a retornar às casas de maneira tranquila.
O episódio ganhou maior repercussão após a divulgação de vídeos nas redes sociais contendo mensagens de alerta que mencionavam “risco real de rompimento de barragem” e orientações para evacuação. A concessionária reforçou que a Usina Hidrelétrica de Colíder segue operando normalmente, dentro de todos os critérios técnicos e normas exigidas pelos órgãos reguladores.
Para conter a disseminação de informações alarmistas, um áudio institucional também passou a circular nas redes. Na gravação, um homem identificado como Antônio Pardalí, diretor-presidente da empresa na região Norte, afirma que o acionamento ocorreu por falha indevida e que não há qualquer situação de perigo. Ele ainda pediu desculpas à população pela mobilização causada e reafirmou o compromisso da empresa com a transparência e a segurança.
A Axia Energia informou que abriu procedimento interno para apurar as causas do acionamento indevido das sirenes, com o objetivo de evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer. O caso reacende o debate sobre a importância de sistemas de alerta eficientes e, sobretudo, de uma comunicação clara e rápida com a população em regiões próximas a empreendimentos de grande porte.
Apesar do susto, não houve registro de feridos, danos materiais ou necessidade de evacuação permanente. A orientação das autoridades e da concessionária é para que a população busque sempre informações em fontes oficiais, evitando a propagação de conteúdos não confirmados que possam gerar pânico desnecessário.