Motorista fica ferido após colidir com guard-rail na BR-163 entre Sorriso e Sinop
Polícia Civil avança nas investigações e prende mais dois suspeitos por homicídio em Sorriso
Crime que vitimou dono de oficina no bairro Jardim Primavera teria sido encomendado por facção criminosa; quarto envolvido segue foragido
A Polícia Civil prendeu, no final da tarde desta quinta-feira, mais dois suspeitos de participação no homicídio de Sidney Antônio, de 46 anos, proprietário de uma oficina de motos assassinado no bairro Jardim Primavera, em Sorriso (MT). As prisões fazem parte do avanço das investigações conduzidas pelo delegado Bruno França, responsável pelo caso.
Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu no dia 5 de janeiro, quando Sidney foi baleado dentro do próprio estabelecimento. Ele chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois. Ainda no dia do homicídio, um dos envolvidos foi baleado durante a ação criminosa e permanece sob custódia das autoridades.
As investigações apontam que quatro pessoas participaram diretamente da execução. Um dos suspeitos foi atingido por disparos efetuados por um policial militar aposentado no momento do crime e acabou preso em via pública. A partir desse episódio, a Polícia Civil intensificou as diligências, identificou outros envolvidos e solicitou mandados de prisão, posteriormente deferidos pelo Judiciário.
Durante o cumprimento de um dos mandados, expedido pela Primeira Vara Criminal de Sorriso, os investigadores encontraram, na residência de um dos alvos, uma mochila com entorpecentes. No local, outra pessoa foi presa em flagrante por tráfico de drogas. Após a análise das provas já reunidas, a Polícia Civil confirmou que esse segundo detido também teve participação direta no homicídio.
Com as prisões, três dos quatro suspeitos que estavam dentro da oficina no momento do crime já foram detidos. Conforme explicou o delegado Bruno França, as imagens de câmeras de segurança indicam a presença de um quarto indivíduo, responsável por vigiar a entrada do estabelecimento. Esse suspeito fugiu logo após os disparos e segue foragido.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o homicídio foi cometido a mando de uma facção criminosa, embora o motivo e a identidade do mandante ainda estejam sendo apurados. Os investigados presos já possuem histórico criminal e cadastro nos sistemas de inteligência da corporação. As investigações continuam para esclarecer a motivação do crime, identificar o mandante e localizar o último executor envolvido.