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Homem é preso por estelionato após usar inteligência artificial para falsificar comprovante de PIX
Suspeito já tinha passagem por estelionato e tentou aplicar golpe em empresa usando comprovante de PIX adulterado com uso de inteligência artificial
Um homem foi preso no final da manhã desta sexta-feira após ser flagrado cometendo crime de estelionato, no bairro Bela Vista, em Sorriso. Segundo a Polícia Militar, o suspeito utilizava inteligência artificial (IA) para alterar valores e falsificar comprovantes de pagamento via PIX, tentando aplicar golpes contra estabelecimentos comerciais.
De acordo com informações repassadas pelo Campos Almeida, a Polícia Militar foi acionada via Copom para atender uma ocorrência na Rua São Conrado, onde um entregador realizava a entrega de mercadorias. O problema foi identificado quando a empresa percebeu que o valor informado no comprovante enviado pelo cliente não havia sido creditado na conta.
No local, o suspeito inicialmente negou ser o responsável pela compra e alegou que apenas estaria passando pela rua, afirmando que uma mulher teria pedido para que ele recebesse a mercadoria. No entanto, durante a entrevista policial, ele acabou contradizendo a própria versão e confessou que havia solicitado os produtos.
Ainda conforme a Polícia Militar, o homem admitiu que já havia sido preso anteriormente por estelionato, tendo cumprido cerca de um ano e seis meses de prisão pelo mesmo tipo de crime. Ele relatou que solicitava o PIX da empresa, gerava um comprovante legítimo e, em seguida, utilizava ferramentas de inteligência artificial para editar o valor, criando um comprovante falso que era enviado ao estabelecimento.
Nesta ocorrência, o prejuízo evitado giraria em torno de R$ 300 a R$ 400, referente à compra de três pacotes de pão de queijo (um quilo cada) e três garrafas de vinho. A fraude só não foi concretizada porque o entregador desconfiou da situação e acionou a Polícia Militar.
O suspeito foi detido no local e encaminhado à Polícia Civil, que dará continuidade aos procedimentos legais. O caso chama atenção para o uso indevido de novas tecnologias na prática de crimes e reforça a importância da conferência rigorosa de pagamentos antes da liberação de mercadorias.