Operação da PM desmonta cativeiro ligado a facção e resgata vítimas de tortura em Sinop
Operação da PM desmonta cativeiro ligado a facção e resgata vítimas de tortura em Sinop
Polícia encontrou vítimas sob tortura em “tribunal do crime”; uma teve dedo decepado
Uma operação da Polícia Militar desarticulou um cativeiro utilizado por integrantes de facção criminosa na tarde desta segunda-feira, em Sinop. A ação terminou com cinco pessoas presas, um suspeito morto em confronto e duas vítimas resgatadas em situação de extrema violência.
De acordo com o comandante da PM, tenente-coronel Juliano Paulo de Athayde, a ocorrência teve início após o registro de um sequestro nas proximidades da BR-163. A partir das informações recebidas pelo Centro de Operações (Copom), as equipes iniciaram um cerco policial e localizaram um dos veículos utilizados no crime, dando início a uma perseguição pelas ruas da cidade.
Durante a fuga, o condutor do carro trafegou na contramão e chegou a colidir com outros veículos. A perseguição terminou com a rendição do suspeito, que foi detido com ferimentos leves. No entanto, a arma utilizada no crime não foi localizada naquele momento.
As buscas continuaram e, horas depois, os policiais encontraram um segundo veículo e chegaram até uma residência onde funcionava o cativeiro. No local, duas pessoas estavam sendo mantidas sob tortura. Uma das vítimas já havia tido um dedo decepado, evidenciando a gravidade da situação.
Ainda conforme a polícia, o espaço era utilizado como um chamado “tribunal do crime”, onde membros de facção aplicavam punições. Duas mulheres foram presas no imóvel, enquanto outros suspeitos tentaram fugir pelos fundos.
Um dos envolvidos foi localizado durante as diligências e, ao reagir à abordagem policial, acabou sendo baleado. Ele chegou a ser encaminhado à unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
As investigações apontam que o sequestro teria sido motivado por um desentendimento familiar, que resultou no acionamento de integrantes da facção criminosa. A polícia também apura se as vítimas estavam juradas de morte.
Todos os detidos foram encaminhados à delegacia, e o caso segue sob investigação. Segundo a PM, a rápida resposta das equipes evitou que o crime tivesse consequências ainda mais graves.