Jovem é detido com porções de drogas no bairro Santa Maria, em Sorriso
Operação Showdown mira família ligada ao crime organizado e investiga movimentação de R$ 20 milhões em Mato Grosso
Polícia Civil cumpre mandados em Alta Floresta e Nova Bandeirantes; líder apontada como integrante de facção segue foragida.
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (5), a Operação Showdown, que tem como alvo um grupo familiar investigado por envolvimento com divulgação de jogos de azar, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas no norte de Mato Grosso. Segundo as investigações, o esquema teria movimentado mais de R$ 20 milhões em pouco mais de um ano.
Entre os principais alvos está A.S.S., conhecida pelo apelido “Angeliquinha”, apontada pelas autoridades como integrante de uma facção criminosa que atua na região de Alta Floresta. Considerada de alta periculosidade, ela está foragida desde agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A suspeita continua sendo procurada pelas forças de segurança.
Também são investigados K.B., G.L. e P.F., familiares da suspeita. De acordo com a Polícia Civil, K.B. e G.L. foram presos em Alta Floresta, enquanto P.F. foi localizado em uma região de garimpo conhecida como Novo Astro, nas proximidades do município de Nova Bandeirantes.
Durante a operação foram cumpridos quatro mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão, além do sequestro de seis veículos e quatro imóveis, bloqueio de sete contas bancárias e suspensão de três empresas suspeitas de serem utilizadas para ocultar valores provenientes de atividades ilegais. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.
As investigações apontam que o grupo utilizava empresas de fachada nos ramos de calçados, beleza e roupas multimarcas, além de plataformas digitais de jogos de azar, para dar aparência lícita ao dinheiro obtido com atividades criminosas. Os valores movimentados seriam incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.
Outro braço do esquema também envolveria garimpo irregular na região de Alta Floresta. Segundo a polícia, um dos investigados seria responsável por administrar a atividade, além de um bar e um prostíbulo nas proximidades de Nova Bandeirantes, locais que também poderiam ser utilizados como base para tráfico de drogas e extorsão de garimpeiros.
A operação é resultado de investigação conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e pela Delegacia de Alta Floresta, com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e de equipes policiais da região. As diligências continuam para localizar a principal investigada e aprofundar as apurações sobre o esquema.