Clube de Tiro de Sorriso decide expulsar empresário investigado por crimes contra crianças
Diretores aprovaram por unanimidade o desligamento de Fábio Serafim de Oliveira após reunião extraordinária; decisão foi fundamentada na gravidade das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
O Sorriso Clube de Tiro oficializou o desligamento do empresário Fábio Serafim de Oliveira, de 42 anos, do quadro de associados da entidade. A decisão foi tomada durante reunião extraordinária realizada no último dia 15 de julho e divulgada por meio de uma nota oficial assinada pelo presidente, diretores e diretor jurídico da instituição.
Conforme a ata da reunião, a diretoria analisou a ocorrência policial envolvendo o empresário, que é investigado por crimes de estupro de vulnerável e por delitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), relacionados à produção, divulgação e armazenamento de material de exploração sexual infantojuvenil. O parecer jurídico apresentado aos dirigentes classificou os fatos como de extrema gravidade e apontou que a conduta atribuída ao associado viola dispositivos do Estatuto Social do clube, recomendando sua exclusão.
Após a apresentação do parecer, os diretores presentes votaram de forma unânime pela aprovação do desligamento do empresário, autorizando a adoção dos procedimentos legais previstos no estatuto da entidade para a efetivação da medida.
O caso ganhou grande repercussão após a deflagração da Operação Puer Defensus, da Polícia Civil. Segundo as investigações já divulgadas anteriormente, o empresário é apontado como integrante de um esquema que teria utilizado o contato com uma babá para obter imagens de crianças. A cuidadora, presa desde junho, confessou participação nos crimes e o conteúdo extraído de seu telefone levou os investigadores até Fábio Serafim. A polícia afirma que ao menos cinco crianças, com idades entre 1 e 8 anos, teriam sido vítimas entre agosto de 2025 e março de 2026.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, durante o cumprimento dos mandados foram apreendidos armas de fogo, munições, celulares, computadores, mídias de armazenamento, equipamentos de monitoramento e fitas VHS, que seguem sendo periciados. Os investigados poderão responder por diversos crimes, entre eles estupro de vulnerável, produção de pornografia infantil, favorecimento à prostituição, corrupção de menores e outros delitos previstos na legislação. A defesa dos investigados poderá se manifestar durante o andamento do processo, e a investigação segue em andamento.